Sistema Reprodutor

Função:

      O sistema reprodutor é o responsável pela reprodução e perpetuação da espécie. Sua anatomia permite que os sistemas reprodutores masculinos e femininos se complementem tornando possível a fertilização. Essa é resultante da penetração do gameta masculino no feminino, sendo esses oriundos das gônadas de cada um dos sexos.

Descrição

Sistema reprodutor masculino

 

No sistema reprodutor masculino existem diversas estruturas que viabilizam a produção e introdução dos gametas no aparelho reprodutor feminino. Dentre essas estruturas estão: os testículos, responsáveis pela produção de espermatozoides; os ductos, que armazenam, nutrem e transportam os gametas; as glândulas, que produzem substâncias que complementam o sêmen e o pênis que exterioriza e inocula o sêmen no sistema reprodutor feminino.

 

Testículos e escroto

Os testículos se localizam dentro da bolsa escrotal, pois necessitam estar a uma temperatura menor que a do nosso corpo. São recobertos por uma cápsula de tecido conjuntivo, a túnica albugínea. Essa adentra no testículo dividindo-os em lóbulos, que no seu interior contém túbulos enovelados, os túbulos seminíferos. Nesses túbulos encontramos as espermatogônias que se transformam nos futuros espermatozóides, em diferentes níveis de desenvolvimento. Em meios aos túbulos, existem células que produzem o hormônio testosterona, responsável pelas características sexuais secundárias. Os túbulos de cada lóbulo determinam um túbulo reto, que por sua vez, juntamente com os dos outros lóbulos, determinando a rede do testículo. A rede do testículo abre-se em ductos eferentes que entram no epidídimo.

                                                      A                                                         B

Fig. 1. A: Bolsa escrotal, plexo pampiniforme no funículo espermático; B: testículo na bolsa escrotal, com suas camadas. Do lado direito, observa-se o músculo cremáster. (Adaptado de Sobotta Atlas de Anatomia Humana 21 ed.).

O epidídimo é uma estrutura sobreposta ao testículo, que inicia o sistema de ductos de amadurecimento, transporte e liberação dos espermatozóides. Funciona como uma reserva e, quando estimulados, os músculos lisos de suas paredes se contraem, na ejaculação para transportar os espermatozóides até o ducto deferente.

 

Ducto deferente e ducto ejaculatório

O ducto deferente é a continuação do epidídimo que ascende pelo funículo espermático até a cavidade abdominopélvica e termina atrás da bexiga. Ao final deste ducto, há a união com o ducto proveniente da vesícula seminal e juntos formam o ducto ejaculatório. Este atravessa uma glândula, a próstata, e termina na uretra.

                        

                                 A                                        B                                           C

Figura 2. A: testículo, revestido pela albugínea; B: túbulos seminíferos dentro dos compartimentos separados por septos; C: rede testicular, epidídimo e ducto deferente. (Adaptado de Sobotta Atlas de Anatomia Humana 21 ed).

Vesículas seminais e glândulas bulbouretrais

São duas glândulas tubulares de composição membranosa, localizadas entre o fundo da bexiga e o reto. Sua secreção é lançada no ducto ejaculatório e compõe cerca de 60% do sêmen. É um produto alcalino, que neutraliza o pH da uretra para proteger os espermatozóides do pH ácido ocasionado pela urina.

As glândulas bulbouretrais são duas glândulas pequenas e arredondadas e estão localizadas abaixo da próstata. Seu produto é um muco e faz parte do sêmen.

                                                                      A                                B  

Figura 3. A e B: bolsa escrotal e próstata. (Adaptado de Sobotta Atlas de Anatomia Humana 21 ed). 

   

Próstata

É uma glândula e localiza-se logo abaixo da bexiga, e frente ao reto. Seu posicionamento facilita o exame do toque retal, a fim de detectar possíveis alterações. A sua secreção é um líquido fluido alcalino que contribui para a composição do sêmen.

Pênis

                É o órgão copulador masculino através do qual os espermatozóides são introduzidos no aparelho reprodutor feminino. O pênis é um órgão externo e erétil, porque tem a capacidade de encher-se e esvaziar-se de sangue. Em seu interior há estruturas compostas por tecido erétil: os corpos cavernosos e o corpo esponjoso. No interior do corpo esponjoso se encontra a porção peniana da uretra. Sua extremidade distal é alargada, determinando a glande.

 

               A                                     B                                  C

 

 

Figura 4. A, B e C: pênis e glândulas bulbouretrais. (Adaptado de Sobotta Atlas de Anatomia Humana 21 ed).

                O revestimento externo do pênis é de pele frouxa, cuja porção que reveste a glande é denominada prepúcio.

 

Sistema reprodutor feminino

           Assim como o masculino, a anatomia desse sistema possibilita a produção e transporte dos gametas. Mas, ao contrário daquele, o óvulo não se exterioriza. Quando fecundado, na tuba uterina, resulta na gravidez, que se desenvolve no útero.

Ovários

               Os ovários são as gônadas femininas, de formato pequeno e oval. Estão localizados lateral e pouco abaixo das tubas uterinas e estão presos nessa posição por diversos ligamentos. Além dos óvulos, há a produção dos hormônios estrógeno e progesterona. A ação desses hormônios ocasiona a liberação de óvulos que serão recolhidos, posteriormente pelas tubas uterinas. São hormônios que também determinam as características sexuais secundárias e o ciclo menstrual: de proliferação secreção e descamação do endométrio, a camada interna do útero

 

Tubas uterinas

               Partem das extremidades superiores e laterais do útero e apresentam as regiões: istmo, ampola e infundíbulo.

           O istmo é a porção próxima ao útero. Em continuação ao istmo está a ampola, que é o local em que, normalmente ocorre a fecundação do óvulo. O infundíbulo é o segmento final, próximo ao ovário, de cuja extremidade pendem as fímbrias, que fazem a captação do óvulo.

                 No interior da tuba existem cílios que, juntamente com o movimento dos músculos lisos, deslocam o óvulo desde o infundíbulo até o útero.

 

                                      A                                                    B

Figura 5. A: ovários, trompas e útero, com ligamento largo; B: ovário, trompa, útero e vagina seccionados. (Adaptado de Sobotta Atlas de Anatomia Humana 21 ed).

 

Útero

            O útero tem formato de pêra e está localizado na cavidade pélvica, entre o reto posteriormente e a bexiga anteriormente. Sua camada interna, o endométrio, é rica em vasos sanguíneos e glândulas. Nele que o embrião se fixa, na situação de gravidez.

             É dividido em cinco regiões: corpo, istmo, colo, óstio e fundo. O corpo do útero é sua parte superior e se estreita para baixo, formando o istmo. No limite com a vagina determina o colo e a abertura deste, na vagina é o óstio. O fundo é o extremo superior do útero, acima do plano longitudinal das tubas uterinas.

 

Vagina

                É o órgão copulador da mulher. É intermediária ao colo do útero e o óstio da vagina. Possui forma cilíndrica e sua luz é pequena, e em sua abertura, no pudendo forma uma prega denominada de hímen. Associada à parede vaginal existem glândulas vestibulares que lubrificam seu óstio.

              A porção superior da vagina, em contato com o colo do útero é chamada de fórnice. As paredes laterais estão, geralmente em contato, separam-se durante a relação sexual e no parto, sendo assim elásticas.

                

                                                       A                                                   B

 

Figura 6. A: útero e vagina seccionados; B: útero gravídico e vagina seccionados. (Adaptado de Sobotta Atlas de Anatomia Humana 21 ed).

 

Órgãos genitais femininos externos

                 São as estruturas: lábios maiores, lábios menores e clitóris. O conjunto de todas essas estruturas externas é chamado de vulva ou pudendo.

            Os lábios menores são dobras e se unem ao nível da glande do clitóris e são paralelos e internos aos maiores. O clitóris é um órgão erétil formado por um tecido esponjoso denominado corpo cavernoso, passível de se encher de sangue. Em profundidade aos lábios estão os bulbos do vestíbulo, compostos de massas de tecido erétil, que ao estímulo sexual comprimem a abertura da vagina.

 

                                        A                                          B

Figura 7. A: vulva; B: bulbo do vestíbulo, contornando o óstio da vagina. (Adaptado de Sobotta Atlas de Anatomia Humana 21 ed).

 

Glândulas Mamárias

                 Estão presente em ambos os sexos, sendo que na mulher desempenham papel importante na reprodução, pois produzem leite para a alimentação do bebê.

                 São duas glândulas de que determinam elevações hemisféricas. São cobertas por pele e localizam- se, cada uma, superficialmente aos músculos peitorais maiores. No centro, externamente, há um mamilo rodeado por uma aréola. Na auréola existem de glândulas areolares, de secreção serosa, que impede o ressecamento das mamas durante a amamentação.

              Internamente as glândulas são constituídas de tecido adiposo e sustentadas por tecido conjuntivo. Feixes desse tecido conjuntivo dividem a glândula em lobos. No mamilo se exteriorizam os ductos lactíferos de cada lobo.

             

                                       A                                     B

Figura 8. A: glândula mamária, com mamilo e aréola; B: secção transversa em glândula mamária. (Adaptado de Sobotta Atlas de Anatomia Humana 21 ed).

 

HPV (Vírus do Papiloma Humano)

            É um vírus que infecta a pele e mucosas dos órgãos sexuais, cuja principal transmissão ocorre por via sexual. Em sua forma benigna causa verrugas na pele, e na maligna tem o potencial de causar câncer do colo do útero. Ter conhecimento dessa patologia para adotar práticas preventivas é essencial, pois é responsável por mais de 90% de câncer no colo de útero e é a Doença Sexualmente Transmissível (DST) mais freqüente identificada. Existem mais de 200 subtipos desses vírus, dentre os quais destacamos os 16 e 18, que possuem alto risco de desenvolver câncer.

            Na maioria dos casos é assintomática, mas podem desenvolver alterações que resultam em cancro. O diagnóstico é feito pela citologia cervical ou papanicolau. Previne-se com o uso da camisinha e cuidados com a higiene íntima. Há vacinas para alguns subtipos mais comuns.

 

 


Órgãos